O falso perito em serial killers cuja mulher assassinada nunca existiu

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O falso perito em serial killers cuja mulher assassinada nunca existiu

Publicado originalmente

 

Por Leonor Riso

 

Stéphane Bourgoin construiu uma carreira à base da sua experiência com assassinos em série. Um coletivo online desmascarou-o e às suas mentiras.

 

Um dos maiores peritos em homicídios de França foi desmascarado por um coletivo online, que não revela a identidade dos seus membros. Stéphane Bourgoin, de 67 anos, é considerado o maior especialista em assassinos em série de França: os seus mais de 40 livros sobre o assunto venderam milhões no país e os seus documentários passaram na televisão.

 

Porém, em janeiro, Bourgoin recebeu um email que mudou tudo. O coletivo 4ème Oeil Corporation conduziu uma investigação chamada Serial Mytho (uma alusão a mitómano, ou mentiroso compulsivo) sobre as mentiras do falso especialista. Ao contrário do que alegava, não entrevistou 77 homicidas; não treinou na base do FBI em Quantico, EUA; nem a sua mulher foi assassinada.

 

Segundo Bourgoin, a sua mulher fora morta em 1976 por um homem que, apanhado dois anos mais tarde, confessou 12 homicídios. Agora, à imprensa francesa, Stéphane diz ter-se inspirado no caso de Susan Bickrest, que conheceu num bar no estado da Flórida, EUA. Bickrest foi morta em 1975 por Gerald Stano, autor de 41 homicídios de mulheres e que acabou executado em 1998.

 

 

Agora, Bourgoin pede desculpas. “Foram tretas com que avancei. Não queria que as pessoas soubessem a identidade real de uma pessoa que não era a minha companheira, mas alguém com que me encontrei cinco ou seis vezes em Daytona Beach, e de quem gostei”, relatou ao Le Parisien.

 

Ao Le Figaro, disse que sentia precisar de aconselhamento psicológico e que “todas estas mentiras são absolutamente ridículas, porque se nós objetivamente olharmos para o meu trabalho, penso que é suficiente só por si”. E porque mentiu? Sentia não ser suficientemente amado.

 

“Estou profundamente e sinceramente arrependido. Tenho vergonha do que fiz”, garante.

 

 

 

 

 

 

 

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periciabr
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